Dicas para escolher seu Fotógrafo

DICAS PARA ESCOLHER SEU FOTÓGRAFO

Cada uma tem seu item mais importante da festa de casamento. Para algumas noivas é o vestido, para outras as flores da decoração. A festa e o bolo acabaram, as flores murcharam e o vestido nunca mais será usado…

O que realmente fica de concreto para recordar as emoções da cerimônia de casamento depois que ela acaba?

As suas memórias e o álbum de fotografias.

Para mim, sem duvida é o fotógrafo.

Simplesmente porque fotografia trará lembranças de fragmentos do tempo que não voltam mais e se esse é o dia mais importante e mágico de suas vidas, então valorize cada segunda.

Mesmo porque não vemos tudo acontecendo neste dia: a decoração pronta antes dos convidados chegarem, nossa própria entrada, o olhar do noivo, a lagrima da noiva… são tantas emoções que no dia seguinte sempre parece que não nos lembramos de tudo.

Mas o fotógrafo se lembra, ele fotografou tudo.

Misley e Ricardo-856

Para escolher seu fotógrafo favorito:

* Pense quanto do seu budget você dedicará à fotografia. Há fotógrafos de todos os níveis de preços no mercado.  Lógico que os bons, em geral, são + caros: requer muita experiência, equipamentos caros, 12 horas praticamente trabalhando em pé, fora as horas após tratando as fotos, etc. Cuidado com estes que prometem mundos e fundos como álbum da sogra, poster, calendário, etc, etc por um preço mais baixo.

Qual será o foco dele, quantidade ou qualidade?

* Existem no mercado empresas especializadas em fotografia de casamento. Eu não gosto. Vou explicar porquê. Estas empresas contratam um monte de fotógrafos, em geral recém formados de cursos por aí. Quando você vê um álbum da empresa, está vendo, na verdade, uma edição das melhores fotos de diversos fotógrafos. Mas será que o cara bom estará no seu casamento? É importante você conhecer o profissional que irá ao seu casamento, ter afinidade com ele, gostar do estilo de fotos que ele faz. Portanto, não contrate empresa, a não ser que seja de um único fotógrafo, senão contrate somente o fotógrafo.

* Defina seu estilo favorito de foto, e vá atrás de fotógrafos que façam isso. Se você gosta mais de fotos com efeitos ou não, se gosta de um estilo vintage ou mais realista, ou artística, se gosta de preto e branco ou não, etc.

* Afinidade é tudo! Seu fotógrafo será a pessoa que estará te acompanhando o dia inteiro, desde a hora de se arrumar até o fim da festa. Verá você de bobs no cabelo, aguentará sua ansiedade, nervosismo, tudo. Escolha uma pessoa que você se sinta a vontade.

* Tem que estar no contrato se o fotógrafo fica até o fim da festa, ou quantas horas ele trabalha e quanto custa a hora extra. Isso é importante para que não aconteça dele ir embora às 2hs da madrugada, enquanto sua festa durará até às 6hs, e vários momentos lindos acontecerão após ele ter ido embora.

* Tem que estar no contrato também se ele entrega 100% das fotos pra você, ou apenas a quantidade determinada para o álbum, 120, por exemplo. É normal fotógrafos tirarem mais de 800 fotos numa festa. Você só poderá escolher umas 100 ou 120 para o álbum , para não ficar tão grande e cansativo. Mas e as outras 700 fotos? Você também vai querer guardá-las de lembrança, e se for comprar separado após, serão bem caras. Já verifique se receberá todas ou não. E isso influi no preço do fotógrafo, lógico.

* Não esquecer que no contrato deve constar: nome do profissional contratado, número de assistentes, data e horário do trabalho, traje, equipamentos a ser usado, valores, se incluí o álbum ou não, tratamento das fotos, quantidade de fotos a ser entregues, prazo de entrega das fotos.

Espero que ajude !!!

 

Foto: Chrystian Figueiredo

Texto original no Site: vestidadenoiva.com por Fernanda Floret

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Proporção Divina

“A proporção áurea ou número de ouro ou número áureo ou ainda proporção dourada é uma constante real algébricairracional denotada pela letra grega \varphi ( phi) e com o valor arredondado a três casas decimais de 1,618. É um número que há muito tempo é empregado na arte. Também é chamada de: razão áurearazão de ourodivina proporçãoproporção em extrema razãodivisão de extrema razão.

É freqüente a sua utilização em pinturas renascentistas, como as do mestre Giotto. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi (não confundir com o número Pi (?), quociente da divisão do comprimento de uma circunferência pela medida do seu respectivo diâmetro), como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado na proporção em conchas (o nautilus, por exemplo), seres humanos (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), até na relação dos machos e fêmeas de qualquer colméia do mundo, e em inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.

Justamente por estar envolvido no crescimento, este número se torna tão freqüente. E justamente por haver essa freqüência, o número de ouro ganhou um status de “quase mágico”, sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. Apesar desse status, o número de ouro é apenas o que é devido aos contextos em que está inserido: está envolvido em crescimentos biológicos, por exemplo. O fato de ser encontrado através de desenvolvimento matemático é que o torna fascinante.”

Proporção Áurea, Sequência de Fibonacci, Número de Ouro. Provavelmente você já escutou alguns desses termos ao longo de sua vida, talvez por ser um tema tão rico, tão misterioso e que, por isso, atrai tanta atenção.

Tudo começou com Leonardo Fibonacci, que foi o primeiro a entender que numa sucessão de números, tais que, definindo os dois primeiros números da sequência como 0 e 1, os números seguintes serão obtidos por meio da soma dos seus dois antecessores, portanto, os números são: 0,1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144,233,377… Dessa sequência, ao se dividir qualquer número pelo anterior, extrai-se a razão que é uma constante transcendental conhecido como número de ouro. A partir desses estudos, foi construído o retângulo áureo e a espiral áurea, mas tem um vídeo protagonizado pelo Pato Donald que explica de forma bem mais interessante tudo isso, veja:

Há um outro vídeo, produzido por Cristóbal Vila com apoio da Etérea Studios trazendo informações sobre a dinâmica de organização dos objetos na natureza através da sequência de Fibonacci e do número Phi – 1,618. O resultado é hipnotizante:

Separamos então alguns exemplos de aplicações da proporção áurea em diversas áreas do conhecimento:

Arte

Pintores da Renascença usaram em grande parte de suas obras, dos quais destacam-seLeonardo Da Vinci:

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Natureza

Pitágoras tinha certeza que a natureza também era lógica, assim como a matemática, e conseguiu achar uma sequência lógica que abrange infinidades de elementos na natureza:

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A proporção também foi encontrada em nosso corpo:

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Arquitetura e Design

Talvez as áreas que mais aplicaram a proporção foram essas, e fizeram com que produtos, marcas e prédios que vemos no cotidiano venham da mesma base:

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(Parte interna do MacBook Air)

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(Iphone 4. Já o iPhone 5 não se encaixa na proporção)

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E até hoje artístas e designer do mundo todo utilizam esta regra pra montar suas proporções.

Vendendo o que não existe !

Artigo escrito por 
Embora possa parecer estranho nós, fotógrafos, estamos todos os dias vendendo algo que não existe.

Dizer que vendemos a fotografia é uma afirmação correta e incorreta ao mesmo tempo. Sim, entregamos a fotografia para o nosso cliente, seja em forma de álbum, fotolivro, foto avulsa, arquivo digital, etc. Mas tudo isso é apenas uma etapa, ou sendo mais exato, é a etapa final do nosso negócio, quando entregamos o material que produzimos.

O que o nosso cliente compra na verdade é a nossa “assinatura”, a nossa técnica, o nosso “olhar”. O cliente está adquirindo, então, uma possibilidade, uma perspectiva de ter imagens que vão agradá-lo, ou não.

Ora, se o cliente compra o nosso “olhar”, então como dizer que isso não existe? Ele na verdade está comprando um quadro em branco, a pintura desse quadro não existe (ainda). O cliente confia ao artista a obra, e cabe à esse artista fazer jus aquilo que vendeu e pintar da melhor forma, sendo condizente com seu estilo.

Eis que faço a seguinte indagação: como sermos fiéis aos nossos clientes e fazermos exatamente aquilo que eles estão comprando?

É uma pergunta difícil de ser respondida!

Para respondê-la temos que deixar um pouco de lado o ego natural do artista (hipocrisia seria dizer que não há) e aceitarmos que, mesmo sendo uma opção do cliente em nos contratar, nós estamos sendo pagos para fazer aquilo que eles compraram. Tudo bem, você não precisa fotografar exatamente como o seu cliente quer, por que isso seria abandonar a sua personalidade, mas sim, você precisa ser fiel àquilo que ele comprou.

É, parece óbvio, mas não é! Se fosse tão óbvio não haveriam tantos clientes descontentes, tantas reclamações e tantos problemas como vemos hoje em dia.

Não há uma fórmula, nem um segredo, mas listo abaixo algumas dicas que talvez possam ajudar nessa venda do “bem imaterial”:

Crie um estilo

Isso é determinante na vida de qualquer fotógrafo de sucesso. A fotografia precisa ter uma assinatura pessoal do artista. Embora nem sempre possamos empregar essa assinatura pessoal em todos os trabalhos (por exemplo, a fotografia stock, ou muitas vezes na fotografia publicitária), é importante que tenhamos um estilo definido.

Cito como exemplo dois grandes fotógrafos: um brasileiro e um americano. O brasileiro é o fotógrafo Marcio Rodrigues, de Belo Horizonte, que tive a honra de ver palestrando no Estúdio Brasil 2011. Marcio consegue assinar suas obras de fotografia publicitária de uma maneira muito singular, apesar de ser este um mercado em que nem sempre é possível criar ou fugir muito do briefing da agência que o contrata. Marcio criou o seu estilo, e hoje é contratado pelas agências justamente por esta característica, e não somente por que é um bom fotógrafo que sabe iluminar bem.

O americano é o fotógrafo Dave Hill, também do mercado publicitário, e que produz imagens surreais, que muitas vezes mais se parecem com ilustração. Também criou o seu estilo, e vende (imagino que muito) devido a esse estilo.

110 619x361 Como vender aquilo que não existe?

Tenha foco

Não adianta insistir, não dá para ser muito bom em tudo! Ou você será um grande fotógrafo de casamentos ou então será um grande fotógrafo de moda. Com a prática e o estudo você até conseguirá fotografar bem em diversas áreas, e poderá ser considerado um bom fotógrafo em todas elas (talvez até ganhe muito dinheiro com isso), mas o foco traz a possibilidade de você ser ótimo, e talvez o melhor, naquela área que escolheu.

Essa talvez seja a etapa mais difícil para um fotógrafo, principalmente no começo da carreira. Quando iniciamos é natural querer pegar qualquer tipo de trabalho que vier pela frente, e isso até é muito positivo para o aprendizado e para sabermos exatamente aquilo que gostamos e o que não gostamos de fotografar. Mas não se apavore, muitos fotógrafos passam algum tempo entre diversas aéreas até focar em uma, eu ainda não consegui focar (mas estou no caminho para isso).

Embora possa parecer tudo igual, foco e estilo são coisas distintas. Você pode criar um determinado estilo e usá-lo para um editorial de moda como pode usá-lo para um casamento, ou uma peça publicitária.

Qual o tempo necessário que leva para conseguirmos focar em uma área? Infelizmente essa é uma resposta que ninguém conseguirá dar. Há bons fotógrafos que passam a vidam inteira fotografando “de tudo”, assim como há fotógrafos que já iniciam a carreira mirando numa área só.

Mas isso também não significa que você tem que ficar preso só a uma área. Conheço fotógrafos extraordinários de casamento que passeiam às vezes pela fotografia de moda e fotógrafos publicitários que se aventuram pelo fotojornalismo. Experimentar novos desafios é sempre estimulante, mas aconselho que você tenha sempre o seu porto seguro.

210 619x268 Como vender aquilo que não existe?

Tenha um portfólio atualizado

Da mesma forma que criamos um estilo, a nossa percepção sobre a fotografia é constantemente alterada. Há uma frase muito conhecida de Sebastião Salgado que diz que “você fotografa com toda sua cultura”, e nossa cultura é constantemente alterada. É claro que nossa essência permanece, mas eu considero que a fotografia reflete também muito do nosso estado de espírito, que também muda constantemente.

Se nossa cultura, estado de espírito, nossa percepção sobre as coisas, tudo isso muda, é natural que nossa fotografia também venha a mudar. Podemos manter nosso foco, manter nosso estilo, mas a experiência (a da vida profissional e pessoal) faz com que a maneira como captamos as imagens também seja alterada.

Por esta razão, é importante que você mantenha sempre um portfólio do seu trabalho atualizado, para que seu cliente conheça sempre a sua fase mais atual.

Lembro-me que o fotógrafo Vinicius Matos mostrou no Wedding Brasil de 2011 as fotos do primeiro casamento que ele fotografou. As fotos, obviamente, são completamente diferentes do trabalho atual do fotógrafo (e mais óbvio ainda que não são as fotos do portfólio atual dele), e com certeza as fotos que ele estará mostrando daqui algum tempo não serão as mesmas de hoje. O motivo? A natural mutação do fotógrafo e de sua fotografia.

31 619x405 Como vender aquilo que não existe?

Seja fiel ao seu trabalho e com o seu cliente

Muito bem, você tem um foco, criou o seu estilo e mantém seu portfólio atualizado com aquilo que faz. Seu cliente está comprando exatamente este pacote! Ele está comprando aquilo que viu no site e está comprando o seu atendimento, obviamente.

Se o seu cliente comprou essa possibilidade de ter fotos tão boas quanto ele viu no seu portfólio, então nada mais justo que você seja extremamente fiel a isso.

O que isso significa? Não experimente com o seu cliente! Lugar de experiência é quando você não está sendo pago para isso, quando você pode fazer algo sem o compromisso de acertar.

Isso não quer dizer que você tenha que ficar preso na zona de conforto, de fazer somente aquilo que pode dar certo na hora de fotografar. Fotografia é uma arte livre que nos permite criar, que por sua vez implica em errar também. Mas isso não significa que é válido fazer experimentos de técnicas que você não domina quando você precisa acertar.

Portanto se seu cliente comprou o seu estilo, mantenha o seu estilo. Se você quer mudar, ótimo, vá em frente, mas então volte até o quesito “portfólio atualizado” e faça tudo novamente, e aí então conquiste novos clientes.

41 619x422 Como vender aquilo que não existe?

Saiba o que mostrar e como mostrar o seu trabalho

Quando eu comecei a fotografar profissionalmente a fotografia digital já estava muito avançada, e pude experimentar toda a “pseudo facilidade” que um fotógrafo iniciante tem para entrar no mercado.

Digo “pseudo facilidade”, pois no começo parece ser muito fácil mesmo: você compra uma câmera, começa a ler os sites de fotografia, compra uma revista especializada, faz sua conta no Flickr e nas redes sociais e começa a divulgar o seu trabalho. Pronto!

Devido à falta de regulamentação profissional, uma simples alteração de status no Facebook e já há a autodenominação de “fotógrafo profissional” ou como está na moda hoje em dia “photographer” (sim, isso é uma crítica). Mas o caminho das pedras não é bem por aí!

A autodenominação de fotógrafo profissional (quando não se é) é um perigo para o cliente e para a imagem do próprio fotógrafo. Denominar-se fotógrafo profissional não implica imediatamente estar fazendo fotografias que tenham qualidade profissional, são coisas muito distintas.

Se para o cliente é um perigo, por estar sendo lesado e contratando algo que não condiz com o título, para o fotógrafo é um risco maior ainda, pois ter sua imagem denegrida no mercado por um trabalho mal executado pode ser irreversível.

Há um momento certo para que possamos “vender nosso peixe”, e este momento se inicia a partir de quando temos a segurança e confiança de que nosso trabalho pode ser vendido (você arriscaria tocar um concerto de piano depois de ter feito apenas algumas aulas? O princípio é o mesmo).

Além deste momento certo, que não é simplesmente dizer-se fotógrafo, há a maneira certa de mostrarmos aquilo que queremos vender.

A maneira certa de mostrarmos o nosso produto não é uma receita de bolo. Cada fotógrafo possui as suas estratégias de marketing e isso é muito pessoal. Mas há algumas dicas que se forem seguidas possuem maior chance de êxito, são elas:

– direcione o seu portfólio: aí entra o foco que falei acima. Se você é fotógrafo infantil então não adianta mostrar fotos de casamento para o seu cliente, a não ser que você ainda esteja fotografando de tudo um pouco;

– faça fotolivros: muito embora hoje tenhamos a facilidade de colocar as fotos num iPad para mostrar para o cliente, o bom e velho livro de fotografia ainda é muito mais encantador (e mostrar as fotos num tablet já não é mais uma ferramenta inovadora), o contato com o papel aproxima o espectador da imagem;

– publique poucas imagens: esse é um conselho que sempre ouvi nas palestras que fui. O questionamento que sempre ouvi dos grandes fotógrafos foi “seu cliente vai contratar você por causa de 20 imagens ou por causa de 100?”. Eu acho que isso explica tudo;

– mostre o que você tem de melhor: seguindo o conselho acima, é muito mais válido você postar 20 das suas melhores fotos do que publicar 50 fotos entre boas e medianas (e deixar seu cliente na dúvida se você é bom ou é mediano). Mas atenção: se você é fotógrafo de casamentos, por exemplo, é importante também que tenha um portfólio completo de um só trabalho, mostre para o seu cliente como você “conta a história”.

51 619x412 Como vender aquilo que não existe?

Cuidado com a sua imagem

Num mundo cada vez mais virtualmente social esse é um conselho crucial. E este conselho liga-se umbilicalmente ao primeiro, sobre criar um estilo. Você não precisa deixar sua autenticidade de lado, mas demonstrar ser condizente com o estilo que você se definiu é muito sensato!

Por exemplo: se você é um fotógrafo de casamentos não é muito bom para sua imagem postar fotos ou frases machistas no seu Facebook. Você até pode ser um chauvinista, mas precisa se conter se diversas noivas (e possíveis clientes) estarão lendo e vendo aquilo que você publica. Não precisa parecer o mais sensível dos homens, mas também não precisa demonstrar ser o pior dos trogloditas.

É, esse conselho também parece bem óbvio, mas o cuidado com a imagem tem que ser diário e é muito fácil negligenciar esse conselho. Lembre-se: seu cliente está comprando seu estilo, seja condizente com ele.

 

Essas são as minhas dicas, baseadas na minha própria experiência e estudos e também naquilo que eu aprendi com diversos grandes fotógrafos nos congressos que tenho ido.

Espero que possam funcionar com vocês também, e como eu falei: não é uma receita de bolo, mas os ingredientes são mais ou menos esses!

Se tiverem sugestões, críticas, comentários, fiquem a vontade, a casa é de vocês!

Um abraço!

10 mentiras para enrolar fotógrafos

Fonte: texto original em inglês Painter Creativity

Tradução: Debora Behar

1) “Faça esse trabalho barato (ou de graça) e no próximo pagaremos melhor”
Nenhum profissional que se preze daria seu trabalho de mãos beijadas na esperança de cobrar mais caro mais tarde. Você consegue imaginar o que um advogado diria se você dissesse “me defenda de graça dessa vez que na próxima vez que eu precisar de um advogado eu te chamo e pago melhor”. Ele com certeza riria da sua cara.

2) “Nós nunca pagamos 1 centavo antes de ver o produto final”
Essa é uma pegadinha. A partir do momento que você foi contratado para fazer o trabalho você DEVE pedir uma entrada. O motivo é simples, você está trabalhando desde o momento que se dispõe a fazer a reunião de briefing. Talvez um cliente mais inexperiente queira pagar após ver alguns esboços. Cabe a você aceitar ou não.

3) “Esse trabalho será ótimo para seu portfolio! Depois desse você vai conseguir muitos outros”
Essa é uma das mais típicas. E costuma fazer vítimas principalmente entre jovens que ainda estão estudando. Para não cair nessa, basta pensar “quanto o seu cliente vai faturar com o seu trabalho?”. Além disso, não esqueça que, mesmo que ele indique seu trabalho para outras empresas, com certeza ele dirá quanto custou (ou se foi de graça) e imagine o que os próximos irão querer?

4) Olhando para seus estudos e rascunhos: “Veja, não temos muita certeza se queremos seu trabalho. Deixe esses estudos comigo e vou falar com meu sócio/investidor/mulher, etc e depois te dou uma resposta”
Não dou 5 minutos para ele ligar para outros fotógrafos com seus estudos e conceitos criados na mão barganhando melhores preços. Quando você ligar de novo ele dirá que seu trabalho está muito acima do mercado, blá blá blá, e que Fulano Fotógrafo vai fazer o trabalho. Mas como eles conseguiram outro fotógrafo mais barato? Lógico, você já passou o conceito todo criado! Economizou horas para o fotógrafo que vai pegar o trabalho. Então, enquanto você não entrar em acordo com seu cliente NUNCA DEIXE NADA CRIATIVO no escritório dele!

5) “Veja, o job não foi cancelado, somente adiado. Deixe a conta aberta e continuaremos dentro de um mês ou dois”
Provavelmente não. Seria um erro você não faturar o que foi feito até o momento esperando que o trabalho continue depois. Ligue em dois meses e você verá que alguém estará trabalhando no job. E adivinhe! Eles nem ao menos sabem quem você é… e o dinheiro do início do trabalho, lógico, já era!

6) “CONTRATO?? Nós não precisamos assinar contratos! Não estamos entre amigos?”
Sim, estamos. Até que alguma coisa dê errada ou ocorra um mal-entendido, e você se transforme no meu maior inimigo e eu sou o seu “fotógrafo estúpido”, aí o contrato é essencial! Simples assim! Ao menos que você não ligue em não ser pago. Qualquer profissional usa um contrato para definir como será o trabalho e você deve fazê-lo também!

7) “Envie-me a conta depois que o material for pra gráfica”
Por que esperar por esse deadline irrelevante? Você é honesto, não? Por que você deveria ficar preso a esse deadline? Uma vez entregue o trabalho, fature! Essa desculpa possivelmente é uma tática para atrasar o pagamento. Assim o material vai pra gráfica, precisa de alterações intermináveis e, adivinhe, ele arranja outra pessoa pra fazer as alterações necessárias, o material vai pra gráfica e você nem fica sabendo!

8 ) “O último fotógrafo fez esse job por R$ XX”
Isso é irrelevante. Se o último fotógrafo era tão bom por que ele te chamou? E quanto o outro cobrava não significa nada pra você. Pessoas que cobram muito pouco pelo seu tempo acabam fadadas ao insucesso (por auto-destruição financeira). Faça um preço justo, ofereça no máximo 5% de desconto e não abra mão disso.

9) “Nosso orçamento para esse job é de XX reais”
Interessante, não? Um cara sai para comprar um carro e sabe exatamente quanto ele vai gastar antes mesmo de fazer uma pesquisa. Uma quantia de trabalho custa uma quantia de dinheiro. Se seu cliente tem menos dinheiro e ainda assim você quer pegar o trabalho, dedique menos horas a ele. Deixe isso bem claro ao seu cliente, que você dedicará menos tempo que o estimado para finalizar o trabalho porque ele não pode pagar por mais horas. A escolha é sua.

10) “Estamos com problemas financeiros. Passe o trabalho para nós e, quando estivermos em melhor situação, te pagamos.”
Claro, mas pode contar que, quando o dinheiro chegar, você estará bem lá no final da lista de pagamentos. Se alguém chega ao ponto de admitir que está com problemas financeiros então provavelmente o problema é bem maior do que parece. Além disso, você por acaso é um banco para fazer empréstimos? Se você quer arriscar, pelo menos peça dinheiro adicional pelo tempo de espera. Um banco faz isso, não faz? Por que provavelmente esse é o motivo deles quererem atrasar seu pagamento, ter 6 meses de dinheiro “emprestado” sem ter que pagar juros, o que não aconteceria se ele tivesse que emprestar do banco. Não jogue dinheiro fora!

Bom, o motivo de tudo isso não é deixar você paranóico ou coisa do tipo, mas sim injetar um pouco de realidade no mundo de fantasia da maioria dos designers. Você certamente vai tratar com pessoas muito diferentes de você. As motivações e atitudes certamente são diferentes. Eu infelizmente vejo, muitas vezes, exemplos de pessoas envolvidas em situações com a mais nobre das intenções e acabam literalmente se dando mal. Porque a maioria dos designers enxergam os trabalhos como uma oportunidade de fazer aquilo que mais gostam com dedicação, simplesmente porque amam o que fazem! A outra parte não tem a negociação tão idealizada ou romantizada, muito pelo contrário.

Como lidar com todas essas coisas e ainda assim fazer um trabalho criativo? Boa pergunta! É por isso que ir atrás da informação é importante. Você aprende a trabalhar com todas as técnicas do design, mas não aprende a arte da negociação. Muitos designers ignoram este aprendizado, o que é um grande erro. Sugiro que o mínimo seja incorporado assim certamente você não sentirá seu trabalho como uma grande perda de tempo e dinheiro!